O cuidado com a saúde mental exige acolhimento humanizado, informação acessível e desmistificação do sofrimento psíquico. Reconhecer momentos de vulnerabilidade emocional e buscar auxílio especializado são atitudes fundamentais para a preservação da vida e para o bem-estar comunitário. Alinhada a esse compromisso, a Prefeitura de Carmo do Cajuru, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, reforça a divulgação da Rede de Atenção Psicossocial para orientar os cidadãos sobre onde buscar assistência adequada para cada situação.
A estrutura municipal é organizada para prestar atendimento de acordo com a complexidade de cada caso. As Unidades de Saúde da Família (PSF) representam a porta de entrada para queixas iniciais, quadros leves e acompanhamento preventivo nos bairros. Para demandas de sofrimento psíquico moderado a grave e transtornos contínuos, o atendimento especializado é centralizado no Centro de Atenção Psicossocial (CAPS). Já em situações de urgência, surtos ou risco imediato à integridade física, a orientação é procurar o Pronto Atendimento municipal ou acionar o socorro de emergência pelo SAMU, no número 192.
“Diante do sofrimento mental, muitas vezes o desafio não é apenas pedir ajuda, mas saber por onde começar. Conhecer o fluxo de cuidado é tornar o caminho até a assistência mais claro, acessível e possível.”, destaca Tamara Vilela Dias, Diretora da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS)
Paralelamente ao atendimento ofertado à população, a Diretoria de Atenção Primária à Saúde (DAPS) expandiu o cuidado emocional para o ambiente interno de trabalho, reconhecendo que a qualidade da assistência depende diretamente do equilíbrio e da valorização dos servidores. Encontros no próprio território com as equipes das unidades Centro I, Centro II e Maria Vilela vem sendo realizadas, estendendo a ação aos profissionais que atendem as comunidades rurais de Ribeiros, Estivas e Santo Antônio da Serra.
As reuniões utilizam a metodologia de processos circulares, criando um espaço seguro de escuta qualificada onde os trabalhadores compartilham anseios, dificuldades e experiências da rotina no território. A prática busca aliviar o desgaste emocional decorrente da rotina de assistência e fortalecer os vínculos internos, consolidando o princípio de que cuidar da saúde mental no município envolve também amparar e valorizar quem está diariamente na linha de frente do atendimento à comunidade.









