O cuidado em saúde mental na rede pública ultrapassa os limites do consultório quando se alia à reconstrução de vínculos, ao resgate da dignidade e ao desenvolvimento da autonomia. Com essa visão humanizada, a Secretaria de Saúde e o Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) vêm fortalecendo o projeto da horta terapêutica, uma iniciativa que integra acompanhamento psicossocial, produção de alimentos e reinserção comunitária.
O espaço é mantido com o empenho direto dos próprios usuários atendidos pela unidade, entre eles Marcos Antônio de Souza, cuja dedicação diária transformou o pátio do CAPS em um ambiente produtivo e de cultivo contínuo. Além de representar uma atividade terapêutica que fortalece a autoestima, promove o bem-estar e contribui para o processo de recuperação, a horta também gera impacto social no município. As hortaliças e alimentos colhidos são destinados a famílias e pessoas em situação de vulnerabilidade social.
"Cuidar da horta mudou a minha rotina e a forma como eu me vejo. Aqui aprendi que, com dedicação, a gente pode produzir, ajudar outras pessoas e também cuidar da própria saúde. Fazer parte desse projeto me dá orgulho e esperança de um futuro melhor", destaca Marcos Antônio de Souza.
Diante dos resultados terapêuticos e sociais alcançados, a Secretaria de Saúde estruturou um novo passo para a iniciativa. A proposta é ampliar a estrutura da horta para que o projeto também se torne uma frente de geração de renda para os usuários envolvidos.
Ao transformar o cultivo em uma oportunidade, Cajuru busca valorizar o trabalho dos participantes, incentivar a independência financeira e criar novas possibilidades de inclusão produtiva. A expectativa é que o projeto fortaleça ainda mais o processo de reabilitação psicossocial, oferecendo aos usuários oportunidades concretas de autonomia, pertencimento e inserção no mercado de trabalho.