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Notícias
AGO
13
13 AGO 2026
SAÚDE
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Prefeitura intensifica combate à Leishmaniose e reforça a importância do inquérito epidemiológico no município
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A promoção da saúde pública e a contenção de endemias exigem ação contínua da gestão municipal aliada ao engajamento direto da população em suas rotinas. Integrada à Semana Nacional de Controle e Combate à Leishmaniose, instituída pela Lei Federal nº 12.604/2012, a Prefeitura de Carmo do Cajuru, por meio da Secretaria de Saúde, reforça as estratégias de prevenção, diagnóstico e vigilância ativa em todo o território.

Uma das principais ferramentas em andamento na cidade é o Inquérito Epidemiológico Canino, conduzido pelas equipes de saúde para monitorar a circulação da Leishmaniose Visceral. O trabalho busca rastrear animais assintomáticos nas residências antes que o número de infecções atinja os parâmetros do Ministério da Saúde que enquadram o município como área de alto risco para a proliferação da doença em humanos. No entanto, o índice de recusas de moradores e a dificuldade em encontrar pessoas em casa têm sido obstáculos para a consolidação dos amostradores laboratoriais.

A coordenadora de Vigilância Epidemiológica, Maria Cláudia Camargos, explica que o mapeamento é estritamente preventivo e apela à colaboração de cada cidadão:

“Esse inquérito é um projeto de vigilância fundamental para monitorar todo o município e identificar os animais assintomáticos que podem carregar o protozoário, evitando que a contaminação chegue aos seres humanos. Enfrentamos dificuldades porque muitos moradores não conhecem o projeto, desconfiam ou não aceitam realizar o teste no seu cão. Pedimos a confiança e o apoio da população para que recebam nossos agentes e permitam a testagem, pois a participação da comunidade é o que garante a eficiência da proteção coletiva”, ressalta Maria Cláudia.

Durante as abordagens preventivas, a Secretaria de Saúde também orienta a população sobre a diferença entre as duas manifestações da doença. A Leishmaniose Tegumentar, conhecida como leishmaniose de pele ou mucosa, caracteriza-se pelo aparecimento de feridas e úlceras na pele e nas mucosas da boca ou nariz, que demoram a cicatrizar. Já a Leishmaniose Visceral, ou calazar, é a forma mais grave e afeta os órgãos internos, provocando febre prolongada, perda de peso sem causa aparente, fraqueza, anemia e aumento do volume abdominal devido ao inchaço do fígado e do baço.

Diferentemente do Aedes aegypti, transmissor da dengue, o mosquito-palha, vetor da leishmaniose, não precisa de água parada para se reproduzir. O inseto desenvolve-se em locais úmidos, sombreados e ricos em matéria orgânica em decomposição. Por essa razão, a limpeza diária dos quintais com a remoção de folhas, galhos, frutos caídos, entulhos e fezes de animais é a medida mais eficaz para interromper o ciclo do inseto.

A campanha enfatiza ainda que o cão não transmite a leishmaniose diretamente para o ser humano. O convívio, a saliva, o toque e o carinho não oferecem risco de contágio, uma vez que a infecção depende exclusivamente da picada do mosquito-palha contaminado. O abandono de animais configura crime e agrava a situação de saúde pública. Caso o morador identifique sintomas da forma tegumentar ou visceral em si ou em familiares, deve procurar a Unidade Básica de Saúde (PSF) de referência. Ao notar lesões na pele, focinho ou orelhas, emagrecimento ou crescimento exagerado das unhas no pet, o tutor deve buscar avaliação veterinária imediatamente.

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