“ ” O livro apresenta trajetórias de pessoas simples e de figuras públicas que marcaram época na cidade. O autor destaca que o propósito de seu trabalho não é exaltar classes sociais, mas, sim, reconhecer legados.
O escritor e memorialista Célio Cordeiro lançou, no dia 5 de dezembro, seu segundo livro: “Nossa Gente”. A obra segue o mesmo padrão editorial do primeiro volume e reúne quase 60 crônicas que resgatam histórias de personagens que contribuíram para a construção social, cultural e humana de Carmo do Cajuru.
O livro apresenta trajetórias de pessoas simples e de figuras públicas que marcaram época na cidade. O autor destaca que o propósito de seu trabalho não é exaltar classes sociais, mas, sim, reconhecer legados. “O conteúdo da minha escrita não é elitizado. Não me importa se é rico ou pobre; o mais importante são os feitos positivos que nos deixaram”, afirma.
Segundo Célio, a motivação para a segunda obra reforça sua ligação com as raízes cajuruenses. “Mais do que um livro, é um tributo à identidade e à memória do nosso povo. Peço a Deus vida e saúde para que venham outras obras”, destacou.
Ao comentar críticas recebidas no início do projeto, o escritor relembra que uma amiga — que não acompanhava de perto suas crônicas — questionou a diversidade de personagens retratados. “Por coincidência, na época, eu havia escrito sobre o doutor Marcondes, mas já tinha produzido muitas outras histórias de gente do povo”, contou. Ao revisitar textos anteriores, essa leitora percebeu nomes como Isabel Salomé, José Salomé, Dona Afonsina e Mário de Souza. Depois disso, enviou uma mensagem ao autor pedindo desculpas e reconhecendo a amplitude e sensibilidade do trabalho.
Célio faz questão de mostrar que suas crônicas abrangem pobres, negros, brancos, trabalhadores comuns e também figuras de destaque, desde que tenham deixado contribuições significativas. “Eu observo legados”, resume. Entre os personagens citados pelo autor estão personalidades como doutor Marcondes, doutor Hermon e João da Mata — este último lembrado por sua visão empreendedora, que influenciou o desenvolvimento urbano e econômico de Cajuru.
Membro da Academia Divinopolitana de Letras (ADL), Célio Cordeiro é também responsável pelo Museu e Arquivo Sacro-Histórico de Carmo do Cajuru, de onde acompanha, preserva e difunde a memória local.
Com “Nossa Gente”, o escritor reforça seu compromisso de registrar vidas que inspiram e que ajudam a contar a história do município. Como ele próprio afirma, trata-se de dar voz a quem “veio, deu o recado e deixou um legado”.