Uma ação desenvolvida pelo Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV), do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), vinculado à Secretaria de Promoção Social de Carmo do Cajuru, em parceria com a área da Saúde, trabalhou a temática do bullying e seus impactos na saúde mental de crianças e adolescentes atendidos na Casa do Menor Dona Hortência. A iniciativa marcou o Dia de Combate ao Bullying, celebrado em abril, e buscou conscientizar os jovens sobre a importância do respeito e da empatia nas relações.
De acordo com levantamento do IBGE, quatro em cada dez estudantes brasileiros de 13 a 17 anos afirmam já ter sido vítimas de bullying, sendo que 27,2% relatam ter sofrido humilhações de forma recorrente. Diante desse cenário, a ação teve como objetivo promover a conscientização, incentivar o diálogo e orientar sobre formas de prevenção, enfrentamento e denúncia desse tipo de violência.
Para aproximar os jovens da temática, foram realizadas dinâmicas interativas. Entre elas, a “Batata Quente”, em que, ao parar a música, o participante que ficava com o objeto precisava responder a uma pergunta sobre o assunto. A atividade contou com ampla participação, tanto no período da manhã quanto da tarde, e estimulou debates sobre como prevenir o bullying e apoiar vítimas.
Ainda na programação, a dinâmica “Detetives do Respeito”, conduzida por profissionais do PSF do Centro, dividiu os participantes em equipes para discutir situações de bullying e propor soluções baseadas em atitudes de respeito. A atividade foi conduzida por psicóloga, acadêmica de psicologia e uma orientadora social.
A iniciativa reforçou a importância de abordar o tema de forma educativa e acessível, promovendo um momento lúdico aliado à informação consciente, com foco no fortalecimento da responsabilidade social, do respeito mútuo e da empatia entre os participantes.
Ainda segundo o IBGE, 39,8% dos estudantes nessa faixa etária já sofreram bullying no ambiente escolar. Entre as meninas, o índice chega a 43,3%. A aparência do rosto ou do cabelo foi o principal motivo das agressões, representando 30,2% dos casos. Além disso, 13,7% dos estudantes admitiram já ter praticado bullying, enquanto 16,6% relataram ter sido fisicamente agredidos por colegas.









