“ ” Em Carmo do Cajuru, a Secretaria Municipal de Saúde chama a atenção para os riscos da doença, que muitas vezes se desenvolve de forma silenciosa.
Dados do Boletim Epidemiológico Especial de Hanseníase, divulgado pelo Ministério da Saúde no último dia 28, acenderam o alerta de autoridades médicas e gestores da saúde em todo o país. O documento revela que, em 2024, foram registrados 22.129 casos novos de hanseníase, com uma taxa de detecção de 10,41 casos por 100 mil habitantes, índice considerado alto e prioritário para a atuação dos serviços de saúde.
Em Carmo do Cajuru, a Secretaria Municipal de Saúde chama a atenção para os riscos da doença, que muitas vezes se desenvolve de forma silenciosa. A médica da Atenção Primária do município, Mariane Rabelo, reforça a importância de falar sobre o tema, especialmente durante o Janeiro Roxo, mês dedicado à conscientização e ao combate da hanseníase.
“Esse período é um convite para quebrar preconceitos, levar informação e mostrar que o diagnóstico precoce evita sequelas”, esclarece Mariane. Segundo ela, a hanseníase é uma doença infecciosa que atinge a pele e os nervos periféricos e, em muitos casos, começa sem sintomas evidentes, o que reforça a necessidade de atenção aos sinais iniciais.
Os principais sintomas da hanseníase são manchas na pele que não coçam, não doem e apresentam diminuição da sensibilidade. Também podem ocorrer dormência, formigamento e perda de força nas mãos e nos pés.
“Caso a pessoa perceba qualquer mancha diferente na pele ou alteração de sensibilidade, é fundamental procurar imediatamente uma unidade de saúde”, orienta a médica. Ela destaca ainda que a doença tem cura e que o primeiro passo para o tratamento é a informação.
“A hanseníase tem tratamento gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Após o início do tratamento, a pessoa deixa de transmitir a doença, e todo o acompanhamento é realizado pela Atenção Primária”, finaliza Mariane.