A Vigilância em Saúde de Carmo do Cajuru concluiu, nesta terça-feira, 1º de setembro, o 11º ciclo de monitoramento aéreo com drones para auxiliar no combate ao mosquito Aedes aegypti. A última etapa percorreu os bairros Nossa Senhora do Carmo, Cidade Nova I e Cidade Nova II.
Implantada no município em 2025, a tecnologia já possibilitou o mapeamento aéreo de aproximadamente 700 hectares do território municipal, ampliando a capacidade das equipes de identificar possíveis criadouros do mosquito em locais de difícil acesso.
Ao longo dos ciclos de monitoramento, as imagens captadas pelos drones permitiram identificar 2.056 focos potenciais, principalmente relacionados ao acúmulo de lixo e entulho, reservatórios de água e piscinas. Os bairros Centro e Nossa Senhora do Carmo concentraram o maior número de ocorrências.
O uso dos drones é uma importante ferramenta de apoio ao trabalho de campo. A partir das imagens e dos pontos identificados, as equipes conseguem direcionar as vistorias terrestres para locais com maior possibilidade de apresentar criadouros, tornando as ações de fiscalização e prevenção mais estratégicas e eficientes.
Durante as vistorias realizadas a partir do mapeamento aéreo, os agentes de endemias não encontraram moradores em 806 imóveis, enquanto 29 proprietários recusaram a entrada das equipes.
*Monitoramento reforça ações de prevenção*
Os dados do monitoramento aéreo se somam às vistorias periódicas do Levantamento Rápido de Índices para o Aedes aegypti (LIRAa), que contribui para identificar áreas com maior risco de infestação e orientar o direcionamento das equipes de campo.
De acordo com o boletim epidemiológico de agosto de 2026, Carmo do Cajuru registrou 33 notificações de arboviroses no mês. Desse total, 27 casos foram descartados, três permanecem em investigação e três foram confirmados como positivos.
Apesar do uso de tecnologias como os drones, a Vigilância em Saúde destaca que a prevenção dentro das residências continua sendo fundamental para reduzir os riscos de proliferação do mosquito. Entre as principais orientações estão a vedação adequada das caixas-d'água, o descarte regular de recipientes que possam acumular água da chuva e a manutenção de calhas e piscinas.
“Essas ações, somadas a outras igualmente importantes, são fundamentais para manter os índices de transmissão sob controle”, esclarece Wildmarques Marcelo de Oliveira – diretor de Vigilância em Saúde.