A Secretaria de Saúde de Carmo do Cajuru, por meio da Vigilância em Saúde, divulgou o consolidado dos boletins epidemiológicos de arboviroses referentes ao período de outubro de 2025 a maio de 2026. Os dados mostram que a dengue manteve comportamento compatível com o padrão sazonal observado em todo o país, com aumento gradual das notificações nos meses mais quentes e chuvosos, especialmente entre março e maio, quando as condições climáticas favorecem a proliferação do mosquito Aedes aegypti.
Durante o período analisado, o município registrou 698 casos suspeitos de dengue, dos quais 66 foram confirmados e 600 descartados. Outros 32 casos permaneciam em investigação até o fechamento do boletim de maio. Os números apontam um crescimento das notificações a partir de fevereiro, quando foram confirmados cinco casos da doença. Em março, o total de confirmações subiu para 17, alcançando o pico em abril, com 24 casos confirmados. Em maio, foram registrados mais 17 casos positivos.
O boletim também confirma um óbito causado pela dengue no município. A vítima foi um homem de 64 anos, portador de hipertensão arterial, diabetes e cardiopatia. O falecimento ocorreu em 25 de fevereiro de 2026, mas permaneceu sob investigação até a conclusão da análise realizada pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais, que confirmou a causa da morte em maio deste ano.
Diante do cenário epidemiológico, o Comitê Intersetorial de Enfrentamento às Arboviroses realizou reunião para avaliação dos indicadores e definição de novas estratégias de combate à doença. Entre as medidas adotadas estão a ampliação dos mutirões de limpeza e das ações de bloqueio vetorial em regiões com maior incidência de casos, a intensificação das visitas domiciliares e o fortalecimento das campanhas educativas em escolas e comunidades. Também foram reforçadas as ações de comunicação social e o acompanhamento dos pacientes notificados.
A Secretaria de Saúde informa ainda que a rede municipal permanece mobilizada para a identificação precoce dos casos suspeitos, ampliação dos pontos de hidratação nas unidades de saúde e manutenção do monitoramento epidemiológico permanente. O órgão reforça que a participação da população continua sendo fundamental para o controle da dengue, destacando que a eliminação de recipientes que possam acumular água é a principal medida para impedir a reprodução do mosquito e reduzir a transmissão da doença no município.