Em Carmo do Cajuru, uma prática de ação estratégica voltada à atuação em casos específicos tem mobilizado representantes de diferentes setores da rede de proteção do município, como a equipe do CAPS, PAIF/PAEFI, CREAS, Atenção Primária à Saúde, Conselho Tutelar, entre outros. Esses representantes se reúnem em encontros de matriciamento, com o objetivo de fortalecer o acompanhamento às famílias e garantir um atendimento mais integrado e eficaz.
O matriciamento é uma estratégia de trabalho conjunto que promove a articulação entre equipes técnicas de diferentes áreas. A proposta é compartilhar conhecimentos, discutir casos, alinhar estratégias de intervenção e construir, de forma corresponsável, planos de ação mais completos e resolutivos, sobretudo, em situações que exigem atuação articulada da rede, como casos de violência física, psicológica, sexual ou negligência contra crianças, adolescentes, mulheres, idosos ou pessoas com deficiência; transtornos mentais graves ou sofrimento psíquico intenso associados à vulnerabilidade social; uso abusivo de álcool e outras drogas com impacto na dinâmica familiar; cumprimento de medidas protetivas aplicadas pelo Conselho Tutelar ou pela Justiça; risco de rompimento de vínculos familiares ou necessidade de acolhimento institucional, entre muitos outros.
Em Carmo do Cajuru, no último ano, considerando apenas o CAPS, foram realizados lá cerca de 806 matriciamento e articulação de rede.
Com o matriciamento, a rede de proteção cajuruense — que conta com diversos órgãos e entidades ligados à Prefeitura de Carmo do Cajuru — reafirma seu papel na construção de políticas públicas mais humanizadas e eficientes, assegurando proteção e acompanhamento qualificado às famílias do município.
“Quando realizamos uma reunião como essa, buscamos reunir todas as informações que cada setor possui — como o PAI-PJ, o CREAS, a Atenção Primária e o CAPS — para compreender de forma mais ampla o contexto de cada situação. A partir desse levantamento, construímos estratégias conjuntas para tentar ajudar da melhor maneira possível, já que, em geral, são casos bastante complexos. O objetivo é contribuir para a melhoria da situação de vulnerabilidade vivenciada pela família”, esclarece Tamara Vilela Dias, diretora da Rede de Atenção Psicossocial.