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JUL
06
06 JUL 2023
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Prefeitura cria Museu Municipal e adere ao programa Estação de Memórias da VLI
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“ ” Aconteceu na noite desta quarta-feira 5 uma solenidade comemorativa do bicentenário de Carmo do Cajuru, incluído nas celebrações dos 75 anos de emancipação.
Aconteceu na noite desta quarta-feira 5 uma solenidade comemorativa do bicentenário de Carmo do Cajuru, incluído nas celebrações dos 75 anos de emancipação. O evento aconteceu em dependências da Casa da Cultura Ana Izabel de Jesus (antiga casa paroquial), onde três atos oficiais foram realizados: Posse dos novos membros do novo COMPHAC; assinatura da Lei Municipal n. 2.976/ 2023 (institui o Museu Municipal Professor Oswaldo Diomar); e assinatura de Convênio com a VLI para desenvolver o programa Estação de Memórias. Participaram do evento cerca de 60 convidados – além do prefeito Edson Vilela, o vereador presidente da Câmara, Rafael Conrado; seu vice-presidente, vereador Sérgio Quirino e os vereadores Anjo e Anthony – a senhora Dalva Maria da Silva (viúva do professor Oswaldo Diomar) e familiares; os novos membros do COMPHAC; os funcionários da VLI Mulltimodal: analista de Relacionamento Institucional, Suene Mendes de Moraes; gerentes de serviços operacionais Gustavo Mucci e Marcelo Tirone e o analista de Proteção ao Negócio, Rodrigo Maia. Presentes também os secretários municipais de Educação e Cultura, Maria Virgínia Morais Garcia; de Meio Ambiente, Crispim Gomes da Silva Junior, presidente do Conselho Municipal de Cultura e IGR Campo das Vertentes; e das Finanças e Planejamento, Lucas Emiliano. Ao início, falaram a secretária Maria Virgínia, saudando os presentes e enfatizando a importância do evento, seguida pelo prefeito Edson Vilela, que abriu a solenidade, destacando os atos que aconteceriam de forma oficial e os benefícios que eles trarão para o município. A solenidade foi desenvolvida pelo historiador Flávio Flora, que apresentou o “Memorial do Bicentenário”, evocando seis quadras históricas inspiradas nas pesquisas do historiador Oswaldo Diomar, referentes aos dois séculos de existência do arraial, hoje, cidade de Carmo do Cajuru, sede municipal desde 1948. A posse do COMPHAC A cerimônia de posse dos novos membros do Conselho Municipal de Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural (COMPHAC), ocorreu ao início, com chamada dos nomes, seguida da declaração de posse pelo prefeito Edson Vilela, que agradeceu a boa vontade dos novos conselheiros “com o poder de fiscalizar, promover a defesa e proteger o patrimônio cultural do município, a preservação, o registro, o inventário, a tutela e o tombamento de bens materiais e imateriais”. O novo Conselho do Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural é um dos componentes principais do Sistema Municipal Cultura. A sua estruturação se apresenta com um caráter mais técnico, envolvendo profissionais que podem contribuir nas análises e avaliações próprias do Conselho. A estrutura, no entanto, proporciona aos conselheiros avançar em novas concepções de patrimônio histórico-cultural, abrindo-lhes novas perspectivas, mais abrangentes e inclusivas. As competências e atributos propiciam aos conselheiros focarem (não apenas) no valor estético, monumental e arquitetônico (apreciações de mérito), mas também considerar a excepcionalidade do patrimônio edificado, assim como da paisagem natural, os lugares ou pontos de memória, a perspectiva urbana e os valores imateriais representados pelas tradições e manifestações culturais – saberes e fazeres do cotidiano das comunidades, oralidade, rituais, festas e lendas. Assinatura da Lei do Museu Municipal O segundo ato da noite, foi a emocionante sanção à Lei 2.976, que criou o Museu Municipal Professor Oswaldo Diomar e Política Municipal de Aquisição e Descarte de Acervos. Tem caráter público, integrando o Sistema Setorial de Museus e Arquivos, do Sistema Municipal de Cultura, vinculado ao Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM). No ato de sanção, o prefeito municipal fez questão de convidar dona Dalva (viúva do professor Oswaldo Diomar) para assinarem juntos o documento, afirmando: – Acabamos de realizar um desejo de nossa comunidade de criar um Museu Público e o fazemos na memória de nosso historiador maior, cujas obras são os registros de dois séculos de feitos e de famílias que formam a genealogia do povo de Carmo do Cajuru. A denominação dada ao Museu Municipal Professor Oswaldo Diomar é muito simbólica e eloquente por si só, pois foi ele quem mais pesquisou em arquivos e museus, por mais de duas décadas, a riqueza histórica dos cajuruenses, com seus próprios recursos financeiros – declarou Vilela. No momento, falou o filho “professor Gu”, em nome da família, abordando aspectos da vida do pai, as dificuldades vencidas na sua missão, a satisfação de ver suas obras publicadas, a importância do historiador para toda a região e o orgulho da família pela homenagem que se prestava ao profícuo serviço prestados a Carmo do Cajuru, ao escrever sua história, desde os primórdios. O Museu como referência cultural A implantação do Museu Municipal Professor Oswaldo Diomar garante ao Poder PúblicoMunicipal tomar para si a responsabilidade de preservar e proteger a experiência histórica, a cultura e a identidade locais, contribuindo, tanto para a preservação e a salvaguarda do patrimônio, quanto para disseminação do conhecimento produzido sobre o município e sobre a ocupação deste território, desde os tempos dos pioneiros do século XVIII. – A criação do Museu com as características adotadas neste documento permitirá, portanto, dar uma referência central aos acervos, proporcionar maior acessibilidade em geral, tornar-se importante recurso para educação patrimonial e oferecer segurança para recolha e recepção de mais doações da sociedade – enfatizou Edson Vilela. O modelo de museu adotado está fundado nos princípios e diretrizes estabelecidos peloInstituto Brasileiro de Museus (IBRAM) e na legislação nacional pertinente. Sua estrutura e organização incluem uma “diretoria administrativa enxuta” e um conselho curador, que se responsabilizarão pelas atividades da instituição. Assinatura do Convênio com a VLI Multimodal O município de Carmo do Cajuru em cooperação com a VL! Multimodal aderiu ao projeto social cultural denominado Estação de Memórias, pelo qual será produzido, de forma colaborativa com a população, um espaço de memória a respeito da história ferroviária, de caráter gratuito e permanente. O projeto Estação de Memórias, cuja sede será na centenária Estação Ferroviária de Carmo do Cajuru, é de interesse público, especialmente, na difusão e valorização da memória material e imaterial ferroviária. O projeto Estação de Memórias está sendo desenvolvido pela Agência de Iniciativas Cidadãs (AIC), em parceria com a VL!, com recursos da Lei Rouanet e será cumprido em três etapas: 1) Levantamento coletivo de informações, por meio de entrevistas, rodas de conversas, coleta de objetos e fotografias etc., que já está em andamento; 2) Produção dos Conteúdos e da Expografia, realizada em oficina de criação colaborativa junto com representantes da comunidade local; 3) Completando a metodologia, procedesse ao compartilhamento dos resultados do projeto com o lançamento da expografia aberta ao público. Os Termos de Cooperação e de Aceite das regras do convênio, receberam as assinaturas do prefeito Edson Vilela e dos funcionários da VLI Multimodal Gustavo Mucci, Marcelo Tirone, Suene Moraes e Rodrigo Maia. Na oportunidade, falou o gerente de serviços operacionais, Gustavo Mucci, em nome de seus colegas, enaltecendo as ações culturais que estão sendo realizadas no município, as expectativas em torno do programa Estação de Memórias e da disposição da VLI de colaborar na implementação do programa. Em aparte, o prefeito Edson Vilela informou que está para iniciar o trabalho de recuperação arquitetônica da velha Estação de Carmo do Cajuru, nos detalhes que ela apresentava quando foi inaugurada em 1911, e solicitou dos funcionários da VLI, aproveitando o momento, um sino e um vagão antigo para completar o ambiente local. Encerramento Ao final da solenidade, foi aberta palavra aos presentes, que discorreram sobre fatos e lembranças envolvendo o professor Oswaldo Diomar, a começar do filho “Gu”, o escritor Ernane Reis, o professor Edson Epifânio e o presidente da Câmara, vereador Rafael Conrado. A presidente interina do COMPHAC, Maria Auxiliadora (Marilda) Fonseca, pediu a palavra para apresentar um breve relatório sobre feitos do órgão no último mandato e, ao fim, elogiou a criação do Museu e a denominação acertada para a instituição. (FF)
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