“ ” Os caramujos se proliferam em quintais e terrenos baldios. Para combatê-los é essencial que a população colabore com a limpeza desses espaços e permita a entrada dos agentes para evitar riscos à saúde pública.
No verão, com o aumento das chuvas, a umidade do solo e a vegetação densa criam-se condições ideais para a proliferação do Achatina fulica, conhecido popularmente como caramujo gigante africano. Sem predadores naturais, esse caramujo não faz parte do ecossistema brasileiro e é uma ameaça a saúde pública porque pode ser hospedeiro de parasitas que transmitem doenças como meningoencefalite e estrongiloidíase. Que podem causar sintomas como febre, dores abdominais e inflamações intestinais.
Em Carmo do Cajuru, a Secretaria Municipal de Saúde, por meio da Vigilância em Saúde, intensificará as ações de orientação e combate ao caramujo africano na cidade. Os Agentes Comunitários de Endemias realizarão visitas regulares para conscientizar os moradores sobre a importância do controle desses moluscos.
“Os caramujos se proliferam em quintais e terrenos baldios. Para combatê-los é essencial que a população colabore com a limpeza desses espaços e permita a entrada dos agentes para evitar riscos à saúde pública”, destaca Guilherme Lacerda - secretário de Saúde do Município.
De acordo com o Instituto Oswaldo Cruz, referência nesse assunto no país, após a catação dos caramujos, com uso de luvas ou saco plástico, o Plano de Ação para o Controle do caramujo africano, segundo o IBAMA, recomenda que os moluscos sejam esmagados, cobertos com cal virgem e enterrados.
Outras opções são jogar água fervente num recipiente para matar os caramujos recolhidos ou incinerar, desde que estes procedimentos sejam realizados com segurança. O material pode ser ensacado e descartado em lixo comum, mas é preciso quebrar as conchas para que elas não acumulem água e se transformem em focos de mosquitos, como o Aedes aegypti, vetor do vírus da dengue.
Além de representar riscos a saúde, os caramujos africanos prejudicam plantações, hortas e jardins. Impactando no meio ambiente, na economia e na saúde pública. Para mais orientações sobre o manejo e controle do caramujo africano a população pode acessar a Vigilância em Saúde através do telefone 3244 – 0674.