"Quando não houver esperança, quando não houver mais ninguém, ainda há de haver esperança, enquanto houver sol."
Os versos dos Titãs ajudam a entender o espírito do Setembro Amarelo, campanha focada na valorização da vida e que ganha maior destaque neste 10 de setembro. Em Carmo do Cajuru, a iniciativa reforça a importância do acolhimento, da escuta e da atenção aos sinais de sofrimento emocional.
Os dados comprovam a urgência do tema. O Atlas da Violência 2026, com base no Sistema de Informações sobre Mortalidade do Ministério da Saúde, aponta que a taxa de atentados contra a própria vida entre jovens de 10 a 19 anos cresceu 41,7% no Brasil na última década, atingindo 3,4 óbitos por 100 mil habitantes. Em Minas Gerais, o aumento foi de 52,4%, com taxa de 3,2 por 100 mil habitantes, um alerta que se soma ao impacto do isolamento, da sobrecarga das telas e do sofrimento psíquico silencioso.
A atenção aos sinais de sofrimento, como isolamento repentino, falas de desesperança e alterações bruscas de comportamento, deve fazer parte do cotidiano. Saber ouvir, acolher sem julgamentos e buscar ajuda especializada são atitudes importantes para quem enfrenta um momento de sofrimento e também para familiares, amigos, professores e profissionais que convivem com essas pessoas.
Onde buscar ajuda
Para quem precisa de suporte ou acompanha alguém em um momento difícil, o município oferece atendimento gratuito pelo SUS. A porta de entrada para a escuta inicial e o acompanhamento preventivo são as ESFs de cada bairro. Casos que demandam suporte contínuo em saúde mental contam com o Centro de Atenção Psicossocial (CAPS).
Situações agudas que exijam avaliação médica imediata devem procurar a Clínica Municipal ou o Pronto Atendimento (PA), além do SAMU, pelo número 192, em situações de urgência e emergência, inclusive em crises de saúde mental que necessitem de atendimento imediato.
Em âmbito nacional, o Centro de Valorização da Vida (CVV) atende gratuitamente, com sigilo, 24 horas por dia, pelo número 188.