O Abril Azul foi estabelecido pela ONU com o objetivo de dar visibilidade à causa e combater o preconceito.
Ações realizadas pelas Secretarias de Saúde e Educação (por meio do Centro Municipal de Apoio Educacional Especializado) de Cajuru, marcam o Abril Azul, mês voltado à conscientização mundial sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA).
Na Unidade de Saúde Cidade Nova II, a psicóloga Kellen Danielle e a assistente social Krisley Nogueira conduziram oficinas terapêuticas. Os encontros promoveram diálogos essenciais sobre inclusão e cidadania, culminando em uma pintura coletiva, na qual as “mãozinhas” de cerca de 25 crianças deram vida a quadros artísticos.
“Lúdicas, essas oficinas foram momentos de acolhimento prático, ao mesmo tempo em que buscaram instruir crianças e adolescentes sobre seus direitos e singularidades, oferecendo também suporte emocional e bem-estar”, pontua Kellen Danielle.
Expandindo o olhar para quem ampara e dá atenção, o Centro Municipal de Apoio Educacional Especializado (CMAEE) realizou o evento “Cuidar de Quem Cuida”. Sob coordenação de Maaria Sueli Andrade Fonseca, a iniciativa substituiu o tradicional formato de seminários técnicos por um dia de acolhimento e autoestima para 45 pessoas, entre mães, pais e apoiadores de crianças autistas.
Com a parceria de cabeleireiros, barbeiros, manicures, fisioterapeutas, massagistas e maquiadoras locais, foi proporcionado um momento de pausa e valorização para aqueles que, muitas vezes, colocam o autocuidado em segundo plano.
“A ação teve como principal objetivo reconhecer a importância dessas famílias que, diariamente, se dedicam com amor e responsabilidade ao cuidado de seus filhos, muitas vezes enfrentando desafios intensos em sua rotina. O retorno positivo e a satisfação dos participantes evidenciaram a relevância de ações como esta, que reforçam o compromisso da gestão do CMAEE com a inclusão, o cuidado e a valorização das famílias”, destaca Sueli.
Sobre o Autismo e o Abril Azul
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição do neurodesenvolvimento que afeta a comunicação, a interação social e o comportamento. Por ser um “espectro”, manifesta-se de formas muito variadas: cada indivíduo possui um conjunto único de habilidades, desafios e formas próprias de perceber o mundo. Não se trata de uma doença, mas de uma condição que requer respeito e adaptações para garantir a plena participação social.
O Abril Azul foi estabelecido pela ONU com o objetivo de dar visibilidade à causa e combater o preconceito. A cor azul foi escolhida inicialmente devido à maior prevalência de diagnósticos em meninos, embora hoje se saiba que o transtorno atinge todos os gêneros. Atualmente, também são utilizados símbolos como o infinito colorido e a peça de quebra-cabeça para representar a complexidade e a diversidade presentes no espectro autista.