“ ” A escolha do nome "Janeiro Branco" remete à ideia de uma "folha em branco", incentivando as pessoas a reescreverem suas histórias e priorizarem a saúde mental.
Começo este texto perguntando: o que você entende por saúde mental? Creio que a maioria das pessoas vai responder que reflete aos cuidados voltados para os transtornos mentais, pessoas consideradas “doidas” que estão à margem da sociedade. Todavia, o cuidado da saúde mental está relacionado ao todo, com tudo aquilo que está a nossa volta, como o trabalho, relacionamentos, família, espiritualidade, atividades físicas e cuidados com a saúde em sua totalidade. Quando nos deparamos com algum desequilíbrio em qualquer parte que constitui nosso meio, podemos vir a desenvolver algum transtorno mental sendo os mais comuns ansiedade e depressão.
Por isso é necessário compreender que a saúde mental está além daquilo que pensamos e imaginamos e é de extrema importância estarmos atentos a qualquer mudança comportamental das pessoas que nos cerca. Desta forma, com o intuito de trazer uma conscientização, foi criado o Janeiro Branco, uma campanha que visa à promoção da saúde mental e emocional.
A escolha do mês de janeiro se dá por ser primeiro mês do ano, simbolicamente associado à recomeços, reflexões e novos projetos. A escolha do nome “Janeiro Branco” remete à ideia de uma “folha em branco”, incentivando as pessoas a reescreverem suas histórias e priorizarem a saúde mental. Segundo o criador da campanha, “o mês é um convite para que cada pessoa reflita sobre suas emoções e relacione-se melhor consigo mesmo”.
Hoje nossa cidade de Carmo de Cajuru conta com atendimentos e atividades coletivas em nossas Estratégias de Saúde da Família (ESFs), para trazer bem-estar emocional à população através da promoção em saúde mental e da prevenção de possíveis agravos. Também contamos com o Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), serviço especializado com equipe multiprofissional que oferta acolhimento às situações de crises psicossociais e acompanhamento de pessoas com transtornos mentais graves e persistentes, através dos atendimentos individuais, familiares e grupos/oficinas abertos à população. É importante ressaltar que o CAPS não trabalha com internação e que o objetivo é sempre o cuidado em liberdade e o protagonismo dos pacientes. Temos, ainda, o nosso Serviço Residencial Terapêutico (SRT), também conhecida como Residência Terapêutica, moradia destinada à reinserção de pessoas com transtornos mentais crônicos, que passaram longos períodos de suas vidas em manicômios e internações psiquiátricas. Em espaço domiciliar, os moradores recebem cuidados personalizados e têm liberdade para ir à farmácia, ao mercado, à padaria, etc. Ou seja, vivem em um lar e adquirem autonomia e vida social.
Nise da Silveira Dizia: “O que melhora o atendimento é o contato afetivo de uma pessoa com outra. O que cura é a alegria, o que cura é a falta de preconceito”.
Por fim, entender que precisamos de ajuda é um ato de coragem e de amor próprio!
Convidamos a toda a população para conhecer os nossos serviços de Saúde Mental.
Júlio Assis